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Pedido de vista adia decisão sobre pena de José Carlos Bumlai em processo com outros réus na Lava Jato


Pecuarista foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e gestão fraudulenta, acusado de receber empréstimo ilegal. Ele foi condenado, mas não cumpre a pena devido a problemas de saúde, e defesa pede que ele seja inocentado.
O julgamento de apelação criminal do pecuarista José Carlos Bumlai foi interrompido na tarde desta segunda-feira (26) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) após o pedido de vista do desembargador Victor Laus, o terceiro a votar. O processo da Lava Jato tem outros réus.
Bumlai foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão em 2016, e está em liberdade por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao seu estado de saúde. O réu sofre de cardiopatia e trata de um câncer na bexiga. A defesa pede que ele seja inocentado.
Os três desembargadores divergiram em seus votos. O relator João Pedro Gebran Neto disse entender que "não há prova de que Bumlai tenha atuado para prática do crime de corrupção no seio da Petrobras". Ele decidiu reduzir a pena para 6 anos 9 meses.
O revisor Leandro Paulsen, diferente de Gebran, entende que há participação de Bumlai no crime de corrupção. O desembargador Victor Laus disse não estar convencido da participação do réu no delito de gestão fraudulenta, e decidiu pedir vista.
Não há data para o julgamento ser retomado.
O pecuarista foi preso em novembro de 2015, durante a 21ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Ele havia sido condenado pelo juiz federal Sérgio Moro em primeira instância por crimes de gestão fraudulenta e corrupção passiva.
Bumlai foi condenado pela obtenção de um empréstimo no Banco Schahin no valor de R$ 12 milhões, em 2004. Além disso, também foi condenado pela participação, solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.
Na sentença, Moro destacou que o empréstimo foi fraudulento e que o real beneficiário dos valores foi o Partido dos Trabalhadores (PT). "Não há divergência, nas confissões, quanto a isso e a prova documental e testemunhal já revela o fato", apontou o magistrado.
Na mesma sentença, também foram condenados o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, além de outros réus.
Condenações em primeira instância:

    José Carlos Bumlai (pecuarista) - gestão fraudulenta e corrupção passiva, 9 anos e 10 meses
    Eduardo Costa Vaz Musa (ex-gerente da Petrobras) - corrupção passiva, 6 anos
    Fernando Falcão Soares (empresário) - corrupção passiva, 6 anos
    Fernando Schahin (ex-executivo do grupo Schahin) - corrupção ativa, 5 anos e 4 meses
    João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT) - corrupção passiva, 6 anos e 8 meses
    Milton Taufic Schahin (executivo do Grupo Schahin) - gestão fraudulenta e corrupção ativa, 9 anos e 10 meses
    Salim Taufic Schahin (executivo do Grupo Schahin) - gestão fraudulenta e corrupção ativa, 9 anos e 10 meses
    Nestor Cerveró (ex-diretor da área Internacional da Petrobras) - corrupção passiva, 6 anos e 8 meses

Por G1 RS


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