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Diabetes gestacional pode ocasionar doenças respiratórias e obesidade em bebês


Médico obstetra do Humanize Saúde explica que o pré-natal é principal meio para diagnóstico e controle

Novembro é azul não apenas para alertar sobre o combate ao câncer de próstata, mas também a diabetes, uma doença metabólica caracterizada pela elevação dos níveis de glicose no sangue que atinge mais de 14 milhões de pessoas no Brasil.  O mau controle resulta em prejuízo para a saúde e em uma grande probabilidade de desenvolver complicações, especialmente quando se trata de gravidez, pois o bebê, ao nascer, pode apresentar hipoglicemia, deficiência de cálcio e problemas respiratórios, além de ter mais chances de se tornar uma pessoa obesa e diabética. Por isso o pré-natal é essencial para a sua detecção e tratamento.

A diabetes gestacional surge durante a gestação, como o próprio nome sugere. Responsável pelo aumento da glicose, ou seja, do açúcar no sangue, quando o corpo não consegue fabricar a insulina em quantidade suficiente para controlá-la, é uma doença difícil de perceber os sintomas clinicamente. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia definiram recentemente um protocolo para o diagnóstico precoce da doença. E é por intermédio do pré-natal que ele é feito.

O obstetra e ginecologista André Gervásio, do Humanize saúde, explica que para considerar o quadro de diabetes gestacional é necessário fazer um exame de sangue no primeiro trimestre, quando, caso se observe um nível de glicose acima da taxa de referência, a gestante fica sob atenção redobrada de seu médico. Após 20 semanas de gestação, quando o metabolismo materno precisa de mais energia para o desenvolvimento do bebê, é necessário realizar o teste de tolerância à glicose para ter a confirmação do diagnóstico de diabetes gestacional ou não.

“O controle glicêmico adequado, alcançado por meio de uma alimentação balanceada e orientada, de preferência, por um nutricionista, evita complicações para a mãe e para o bebê. Nesse sentido, um pré-natal bem acompanhado é fundamental para uma gestação e parto saudáveis”, declarou o médico, justificando que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratadas de maneira adequada, os bebês nascerão saudáveis.

André Gervásio explicou que as mulheres com mais risco de desenvolver o diabetes gestacional são as com a síndrome dos ovários policísticos, hipertensão,com sobrepeso, obesas e aquelas que ganham peso excessivamente durante a gravidez. Gestantes com idade avançada ou histórico de gestações anteriores, cujos bebês nasceram muito grandes, com mais de quatro quilos, além de gestante gemelar, têm mais risco de desenvolver a doença.

O principal tratamento para controle do diabetes gestacional é a prática de atividades físicas, indicada pelo obstetra e orientada por educador físico, e alimentação de baixa caloria, orientada por nutricionista e às vezes até por endocrinologista. Mas ele faz um alerta que pode ser necessário o uso da insulina àquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física.  A boa notícia é que a maioria das mulheres que mantiverem o controle, após a gravidez não permanecerão diabéticas, sobretudo se amamentarem com leite materno, que também é altamente eficaz para reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes após o parto.

Fonte:Michelle Reis

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