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Famílias se reúnem em defesa da criação de banco de leite humano em Macaé


Caminhada acontece neste domingo, dia 27, a partir das 9h, na orla dos Cavaleiros
Milhares de mulheres dão à luz todos os dias, produzindo muito leite; outras, por alguma razão emocional, nem tanto. Como forma de equilibrar as necessidades de cada uma dessas mães e seus bebês, um banco de leite humano faz toda a diferença. Para as que produzem em excesso, a doação; para as que têm baixa produção, o recebimento. Fato é que o leite materno é comprovadamente o melhor alimento para o recém-nascido e para crianças até dois anos de idade. No entanto, a escassez de Bancos de Leite Humano se torna uma dificuldade para as mães que se veem com tais necessidades.
Pensando nisso, um grupo de mulheres de Macaé se uniu e fundou o “Amor Líquido”, um grupo para fortalecer a criação de um banco de leite humano no município. Apoiado por um outro grupo que preconiza a humanização da gestação, parto e amamentação, o Humanize Saúde, no próximo domingo, 27, o movimento realizará uma caminhada em prol de sua implementação. A partir das 9h, mulheres, homens e crianças vão se concentrar em frente ao Posto 1 da Praia dos Cavaleiros, rumo ao final da orla, onde conversarão sobre a importância de Macaé ter um local para recebimento e doação de leite materno. A atividade está prevista para encerrar às 11h.
De acordo com a psicóloga Aline Oliveira, uma das integrantes do Amor Líquido, desde 2013 existe em Macaé a discussão para a criação de um banco de leite humano. “Foi uma das pautas votadas durante a Conferência Municipal de Saúde, mas que ainda hoje não foi efetivada. Por isso resolvemos nos organizar, enquanto cidadãos, para fortalecermos o movimento e conseguirmos a implantação do banco, tão importante para as mães e os bebês”, disse Aline, complementando que o primeiro passo é a Prefeitura garantir verba para tal fim, no orçamento de 2018.
Ela explica que se sensibilizou com a causa após o período de licença-maternidade, quando teve que voltar a trabalhar. “Até hoje me emociono de lembrar que era obrigada a descartar o meu leite justamente por não ter para quem ou para onde doar”, declarou a integrante do Amor Líquido.
Aline lembrou também do caso de uma das integrantes do grupo, que ao contrário dela, precisou de leite materno para o bebê, que esteve internado em UTI neonatal, mas que pela falta de um Banco próximo, teve que aceitar a alimentação com leite artificial para o filho recém-nascido.   
Para a consultora em aleitamento materno, Tatiana Lattanzi, enfermeira obstetra do Humanize Saúde, apoiador do banco de leite humano de Macaé, o seu funcionamento vai evitar que mulheres que têm dificuldades no decorrer da amamentação recorram ao uso do leite artificial, que não possuem os nutrientes essenciais para a alimentação do bebê.
O banco de leite humano mais próximo fica em Nova Friburgo, distante mais de 120 km da cidade.
De acordo com a Rede Global de Bancos de Leite Humano, algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um banco de leite, além do que não existe quantidade mínima para a doação.

Importante ressaltar que um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia e que a produção de leite obedece à lei da demanda, ou seja, quanto mais é retirado (para doação ou sugado pelo seu bebê), mais leite é produzido, o que garante que a doadora não está deixando de oferecer leite suficiente para a necessidade do próprio filho.

Fonte:https://riodasostrasjornal.blogspot.com.br


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