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Pela 1ª vez, Moro manda prender condenados da Lava Jato em segunda instância


Márcio Bonilho, dono da Sanko Sider, e Waldomiro de Oliveira foram condenados à prisão em um dos primeiros processos da Lava Jato. Eles foram detidos na tarde desta terça-feira (23).
O juiz Sérgio Moro mandou prender nesta quarta-feira (23) o empresário Márcio Bonilho e o aposentado Waldomiro de Oliveira, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como "laranja" do doleiro Alberto Youssef. Eles foram condenados em um dos primeiros processos da Operação Lava Jato, que apurava o pagamento de propina para funcionários da Petrobras, após a compra de tubulações para a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
De acordo com o juiz, os dois perderam um recurso que apresentaram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que condenados podem ser presos após o trânsito do recurso em segunda instância.
Os dois foram detidos durante a tarde desta terça-feira. A prisão de Waldomiro de Oliveira aconteceu em Itatiba, no interior paulista.
Esta foi a primeira vez que Moro mandou prender alguém na Lava Jato, a partir do novo entendimento do STF sobre as prisões a partir da segunda instância.
Bonilho e Oliveira constam no primeiro processo da Lava Jato que apurava as irregularidades da Petrobras. Antes desse processo, o Ministério Público Federal (MPF) já tinha apresentado outras ações penais, mas que apuravam a prática de crimes envolvendo lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
De acordo com a sentença, eles deverão cumprir 11 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado. As defesas ainda podem apresentar recursos contra a decisão do TRF-4, que poderá reverter ou não as condenações.
O advogado Luiz Flávio DUrso, que defende Bonilho, afirmou que o cliente é inocente e que a absolvição dele ainda será julgada, "a exemplo da absolvição que obteve em outros dois processos da Lava Jato".
O advogado Jeffrey Chiquini, que defende Waldomiro de Oliveira, afirmou que irá pedir a prisão domiciliar do cliente, que tem 73 anos de idade e sofre com problemas cardíacos. Ele acredita que o cliente não poderia ser preso, porque ainda se está discutindo no processo a condenação sobre o crime de organização criminosa, que teria sido cometido antes da nova lei que trata dessas situações. O defensor também disse que vai recorrer

Fonte:https://riodasostrasjornal.blogspot.com.br


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